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IGAC na apresentação da Iniciativa Nacional de Competências Digitais – INCoDe.2030

 

Decorreu no dia 3 de abril, no Teatro Thalia, a apresentação da Iniciativa Nacional de Competências Digitais – INCoDe.2030, com a presença do Primeiro Ministro António Costa, de vários membros do Governo, entre os quais o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior Manuel Heitor, a quem coube a apresentação, a Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa; o Ministro da Educação; os Secretários de Estado do Emprego; do Desenvolvimento e Coesão e, da Indústria.

Com uma total abertura à sociedade civil; às empresas - com destaque das multinacionais, start-up de sucesso português - às escolas; às associações e à academia, o painel “Mobilizar e promover competências digitais de 2017 a 2013, liderado por Rogério Carapuça – presidente da APDC e do Fórum de Competências Digitais – concluiu que o desafio se coloca a nível da inclusão digital; da transversalidade que as competências digitais devem ter na sociedade e no combate às desigualdades e à diferença; na aposta da criação de volume a nível do que se faz de bem em Portugal: as empresas ligadas à tecnologia e os recursos humanos ligados à programação; na recuperação dos recursos especializados que abandonaram o país; na capitalização do conhecimento que já existe nas escolas e na sua abertura para com outros estabelecimentos do país e do mundo; na integração dos desempregados nesta nova realidade digital (sendo certo que o investimento já feito resultou em 95% de empregabilidade); na formação dos ativos; na antecipação daquilo que serão as oportunidades de futuro.

Na apresentação feita por João Barros, CEO da Veniam (uma start-up de sucesso mundial), a quem antecedeu Pedro Guedes de Oliveira - Coordenador técnico da iniciativa - foi reforçado o conceito de humanismo digital, isto é, o futuro passa pela criação de competências que permitam habilitar os jovens a pensar soluções que complementem e permitam fazer evoluir, por exemplo, um PC, em vez de aprenderem a fazer aquilo que um PC pode fazer.

Como competências-chave ressaltou: Capacidade de resolver problemas; pensar logicamente; tomar decisões baseadas em factos; dar valor à ciência; procurar a verdade e, sobretudo, apostar numa caraterística que referiu como a maior qualidade de um líder: Capacidade de previsão.

António Costa encerrou a sessão valorizando a qualificação e a inovação e referindo que a emergente revolução tecnológica permite a Portugal arrancar em vantagem competitiva: Portugal tem a infraestrutura tecnológica; os recursos especializados, apenas falta dar volume de modo a suprir as necessidades de mercado (só na UE existem 500.000 postos de trabalho para programadores por ocupar, sendo esse número em Portugal de 15.000).

Considerou, ainda, que a “democracia só se fortalece com cidadãos ativos e preparados, cada vez mais informados, com cada vez melhores informáticos, e com cada vez maior capacidade de intervir no espaço digital”. Esta iniciativa destina-se a todos os cidadãos, empregados e desempregados, do pré-escolar à reforma: “Uma coisa é certa: um nível de competências digital mínimo todos vão ter de ter.”

A IGAC esteve representada nesta sessão pela Dr.ª Fátima Mendes - Diretora de Serviços de Estratégia, Inovação e Comunicação.

Conheça a iniciativa e as medidas em detalhe: http://incode2030.pt/