Cancelamento e reagendamento de espetáculos

 

Regras Aplicáveis

No quadro da emergência de saúde pública internacional, o Governo aprovou um conjunto de medidas extraordinárias e de caráter urgente, em diversas matérias, tendo presente as recomendações emitidas pela Direção-Geral de Saúde (DGS), enquanto Autoridade Nacional da Saúde Pública, sobre eventos de massas com o objetivo de evitar a propagação do vírus entre um elevado número de pessoas em espaços confinados.

Neste contexto, foi aprovado o Decreto-Lei n.º 10-I/2020, de 26 de março, agora alterado pelo artigo 7.º  do  Decreto-Lei n.º 6- E/2021, de 15 de janeiro, que estabeleceu medidas excecionais e temporárias de resposta à pandemia da doença COVID-19 no âmbito cultural e artístico, em especial quanto aos espetáculos não realizados. Para consulta da Legislação Consolidada clique  AQUI

Neste diploma legal estabelecem-se as regras aplicáveis aos espetáculos cancelados ou reagendados, cuja realização caia no intervalo temporal compreendido entre o dia 28 de fevereiro de 2020 e o dia 31 de março de 2021.

 

 FAQ's

Com a finalidade de esclarecer este regime excecional, designadamente, quanto ao direito à restituição do valor do preço do bilhete, apresenta-se um conjunto de questões e respetivas respostas: 

Existem medidas extraordinárias relativas aos espetáculos de natureza cultural e artística não realizados devido à pandemia da doença COVID-19?

Sim, existem medidas aplicáveis ao reagendamento ou ao cancelamento de espetáculos que não possam ser realizados entre os dias 28 de fevereiro de 2020 e 31 de março de 2021, e que abrangem regras relativas a:

  1. Venda, substituição e restituição do preço dos bilhetes de ingresso;
  2. Restituição dos valores pagos com as reservas de salas e recintos daqueles espetáculos;
  3. Pagamentos de espetáculos agendados por entidades públicas.
Quais os diplomas que regulam estas medidas?

O Decreto-Lei n.º 10-I/2020, de 26 de março.

Mais informações aqui: Decreto-Lei n.º 10-I/2020 – Diário da República n.º 61/2020, 1º Suplemento, Série I de 2020-03-26

e

A Lei n.º 7/2020, de 10 de abril.

Mais informações aqui: Lei n.º 7/2020 – Diário da República n.º 71-A/2020, Série I de 2020-04-10

e

A Lei n.º 19/2020, de 29 de maio.

Mais informações aquiLei n.º 19/2020 – Diário da República n.º 105/2020, Série I de 2020-05-29

e

O Decreto-Lei n.º 6-E/2021, de 15 de janeiro.

Mais informações aqui:  Decreto-lei n.º 6-E/2021 - Diário da República n.º 10/2021, 2º Suplemento, Série I de 2021 

 

Para consulta da Legislação consolidada clique AQUI

O que se entende por espetáculo que não pode ser realizado?

Entende-se que um espetáculo não pode ser realizado sempre que estiver abrangido por uma proibição ou interdição legal ou sempre que as limitações impostas à sua realização por razões de saúde pública desvirtuem a sua natureza ou tornem economicamente inviável a sua realização.

O que acontece aos espetáculos que não podem ser realizados?

Os espetáculos que não possam ser realizados até 31 de março de 2021 podem ser reagendados devendo ocorrer até 30 de setembro de 2021.

O reagendamento pode implicar a substituição dos bilhetes de ingresso já vendidos?

Sim, o reagendamento pode, se necessário, implicar a substituição dos bilhetes de ingresso já vendidos, não podendo pela substituição ser cobrado qualquer outro valor ou comissão.

O reagendamento pode implicar a alteração do local do espetáculo?

Sim, o reagendamento pode implicar a alteração do local, estando a alteração limitada à cidade, área metropolitana ou a um raio de 50km relativamente à localização inicialmente prevista.

O reagendamento do espetáculo pode dar lugar à restituição do preço do bilhete?

 Não, o reagendamento não pode dar lugar à restituição do preço do bilhete.

O reagendamento do espetáculo pode implicar um aumento do respetivo custo?

Não, o reagendamento não pode implicar o aumento do respetivo custo para quem já fosse seu portador à data do reagendamento.

Quando deve um espetáculo ser cancelado?

Um espetáculo deve ser cancelado quando não seja objetivamente possível o reagendamento ou a sua impossibilidade não possa ser imputada ao promotor.

Considera-se objetivamente impossível o reagendamento do espetáculo para a celebração de festividades locais ou regionais ou de determinados dias específicos que não sejam repetíveis.

Considera-se que o reagendamento não é imputável ao promotor sempre que não exista nenhuma sala ou recinto de espetáculo com a lotação da inicialmente contratada na mesma cidade, área metropolitana ou a um raio de 50km.

O cancelamento do espetáculo dá lugar à restituição do preço dos bilhetes de ingresso já vendidos?

Sim, o cancelamento do espetáculo dá lugar à restituição do preço dos bilhetes de ingresso já vendidos, que deve ocorrer no prazo máximo de 60 dias úteis após o anúncio do cancelamento.

Está proibida a realização de festivais e espetáculos de natureza análoga?

Sim, segundo o Decreto n.º 3-A/2021, de 14 de janeiro, que regulamenta o estado de emergência, não é permitida a realização de festivais e espetáculos de natureza análoga.

Que direitos têm os portadores de bilhetes de ingresso de festivais e espetáculos de natureza análoga?

Os portadores de bilhetes de ingresso têm direito à emissão de um vale de valor igual ao preço pago.

Quais as características do vale emitido para os portadores de bilhetes de ingresso de festivais e espetáculos de natureza análoga?

O vale apresenta as seguintes características:

  1. É emitido à ordem do portador do bilhete de ingresso e é transmissível a terceiros;
  2. É válido até 31 de dezembro de 2021;
  3. Refere a possibilidade de ser utilizado na aquisição de bilhetes de ingresso para o mesmo espetáculo a realizar em nova data ou para outros eventos realizados pelo mesmo produtor;
  4. Mantém o seguro que tiver sido contratado.
Caso o vale não seja utilizado tem o portador direito ao reembolso?

Sim, caso o vale não seja utilizado até 31 de dezembro de 2021 o portador tem direito ao reembolso do valor do mesmo, a solicitar no prazo de 14 dias úteis.

A emissão e utilização do vale, ou o seu reembolso, podem implicar a cobrança de comissões?

Não, a emissão e utilização do vale, ou o seu reembolso, não podem implicar a cobrança de qualquer outro valor ou comissão ao portador do bilhete de ingresso.

O reagendamento dos festivais e espetáculos de natureza análoga pode implicar aumento do custo do bilhete?

Não, o reagendamento não pode implicar o aumento do custo do bilhete para aqueles que à data do reagendamento já fossem portadores dos mesmos.

O que acontece quando o valor do vale seja diferente do valor de bilhete para outros eventos realizados pelo promotor?

Quando o valor do vale seja superior ao valor de bilhete para outro evento realizado pelo promotor, o remanescente poderá ser utilizado para aquisição de bilhetes de ingresso para outros eventos do mesmo produtor.

Quando o valor do vale seja inferior ao valor de bilhete para outro evento realizado pelo promotor, poderá ser utilizado como princípio de pagamento de bilhetes de ingresso de valor superior.

Pode haver substituição do bilhete do espetáculo por outro espetáculo diferente?

Sim, a pedido do portador do bilhete de ingresso que não tenha sido reembolsado, os agentes culturais podem proceder à substituição do bilhete do espetáculo por outro espetáculo diferente, ajustando-se o preço devido.

Podem ser exigidas aos agentes culturais comissões ou valores suplementares pelos espetáculos não realizados ou cancelados?

Não. As agências, os postos de venda e as plataformas de venda eletrónica de bilhetes, bem como os proprietários ou entidades exploradoras de instalações, estabelecimentos e recintos de espetáculos que tenham bilhética própria, não podem exigir aos agentes culturais a comissão devida pelos espetáculos não realizados ou cancelados.

Pelo reagendamento do espetáculo não podem os proprietários ou entidades exploradoras de instalações, estabelecimentos e recintos de espetáculos cobrar qualquer valor suplementar ao agente cultural.

Em caso de cancelamento do espetáculo os proprietários ou entidades exploradoras de instalações, estabelecimentos e recintos de espetáculos devem proceder ao reembolso do valor da reserva ao agente cultural, no prazo de 90 dias úteis após o término do estado de emergência ou, por acordo entre as partes, o valor pago pela sala ou recinto pode ser utilizado para a realização posterior de outro espetáculo.

Existem regras específicas para espetáculos promovidos por entidades públicas?

Sim. Nos casos de espetáculos promovidos por entidades públicas deve o promotor, quer nos casos de cancelamento quer nos casos de reagendamento, realizar os pagamentos nos termos contratualmente estipulados, devendo garantir que, o mais tardar, na data que se encontrava inicialmente agendado o espetáculo, é pago um montante mínimo equivalente a 50 % do preço contratual, sem prejuízo, nos casos de reagendamento, da nova calendarização do espetáculo e da realização dos demais pagamentos a que houver lugar nos termos do contrato.

Para dar cumprimento aos pagamentos podem as entidades públicas, nos casos de reagendamento, contratar bens, serviços ou trabalhos complementares.

Em que situações devem ocorrer os pagamentos pelas entidades públicas?

Para além das situações em que exista contrato celebrado, devem também os pagamentos ocorrer nos casos em que não esteja finalizada a celebração do contrato, desde que:

a) O procedimento da respetiva formação já tivesse sido iniciado; ou

b) A programação tivesse sido anunciada; ou

c) As entidades promotoras tivessem comunicado por escrito ao agente cultural a confirmação da realização do espetáculo em causa, aceitando o preço e respetiva data.

Nestes casos as entidades devem iniciar ou concluir os procedimentos necessários à celebração efetiva do contrato e à realização dos pagamentos, aplicando-se o regime excecional de contratação pública e de autorização de despesa aprovado no âmbito das medidas de resposta à pandemia.

Até quando podem as entidades públicas reagendar os espetáculos de entrada livre?

As entidades públicas reagendar os espetáculos de entrada livre até ao prazo de 18 meses após a cessação da vigência das medidas de proibição ou limitação de realização de espetáculos.

Para qualquer dúvida, contacte:

igacgeral@igac.pt

 

NÃO PARAMOS | ESTAMOS ON| RESPOSTA DE PORTUGAL AO COVID-19

 

 

 

NOTÍCIAS PUBLICADAS

NÃO PARAMOS | ESTAMOS O

05/05/2020

Cancelamento e reagendamento de espetáculos - Regras Aplicáveis

No quadro da emergência de saúde pública internacional, o Governo aprovou um conjunto de medidas extraordinárias e de caráter urgente, em diversas matérias, tendo presente as recomendações emitidas pela Direção-Geral de Saúde (DGS), enquanto Autoridade Nacional da Saúde Pública, sobre eventos de massas com o objetivo de evitar a propagação do vírus entre um elevado número de pessoas em espaços confinados.

Neste contexto, foi aprovado o Decreto-Lei n.º 10-I/2020, de 26 de março, com as alterações introduzidas pela Lei n.º 7/2020, de 10 de abril e pela Lei n.º 19/2020, de 29 de maio, que estabeleceu medidas excecionais e temporárias de resposta à pandemia da doença COVID-19 no âmbito cultural e artístico, em especial quanto aos espetáculos não realizados. Consulte AQUI

Neste citado diploma legal, foram estabelecidas as regras a aplicar aos espetáculos cancelados ou reagendados, cuja realização cairia no intervalo temporal compreendido entre o dia 28 de fevereiro e o dia 8 de setembro, tendo presente a situação de emergência nacional de todos conhecido.

Com a finalidade de esclarecer as regras aplicáveis neste contexto, de acordo com as normas legais aplicáveis associadas, designadamente, quanto à restituição do valor do preço do bilhete, apresenta-se de seguida um conjunto de questões e respetivas respostas:

Existe alguma medida extraordinária relativa aos espetáculos de natureza cultural e artística não realizados devido à pandemia da doença COVID-19?

Sim, foram criadas medidas quanto aos espetáculos de natureza cultural e artística, promovidos por entidades públicas ou privadas, não realizados no local, data e hora previamente agendados, entre os dias 28 de fevereiro de 2020 e até 90 dias úteis após o término do estado de emergência.

Quais os diplomas que regulam estas medidas?

O Decreto-Lei n.º 10-I/2020, de 26 de março.

Mais informações aqui: Decreto-Lei n.º 10-I/2020 – Diário da República n.º 61/2020, 1º Suplemento, Série I de 2020-03-261

e

A Lei n.º 7/2020, de 10 de abril.

Mais informações aquiLei n.º 7/2020 – Diário da República n.º 71-A/2020, Série I de 2020-04-10


 

O que acontece aos espetáculos não realizados?

No caso de não realização dos espetáculos no local, data e hora previamente agendados, devido à pandemia da doença COVID-19, os mesmos devem, sempre que possível, ser reagendados.

 

Sim, o espetáculo reagendado deve ocorrer no prazo de um ano a contar da data inicialmente prevista.

Os espetáculos de entrada livre podem ser reagendados pelas entidades e organismos públicos até ao prazo de 18 meses após a cessação das medidas de proibição ou limitação de realização de espetáculos.

Mais informações aqui: Decreto-Lei n.º 10-I/2020 – Diário da República n.º 61/2020, 1º Suplemento, Série I de 2020-03-261 e Declaração de Retificação n.º 18/2020 – Diário da República n.º 85/2020, Série I de 2020-04-30


 

O reagendamento do espetáculo terá algum custo acrescido para o consumidor final?

Não, caso seja necessário substituir o bilhete de ingresso do espetáculo reagendado, por mudança de local, data ou hora, o mesmo não terá custos acrescidos para o consumidor final.

Não, no caso do espetáculo ser reagendado, o consumidor final não tem direito à devolução do bilhete. Tal só acontece se o promotor ou agente cultural assim o decidir.

O reagendamento pode implicar, alternativa ou cumulativamente, a alteração de local, data e hora, mediante acordo entre os agentes culturais envolvidos e os proprietários ou entidades exploradoras de instalações, estabelecimentos e recintos de espetáculos.

A alteração do local do espetáculo fica limitada à cidade, área metropolitana ou a um raio de 50km relativamente à localização inicialmente prevista.

Mais informação aqui: Decreto-Lei n.º 10-I/2020 – Diário da República n.º 61/2020, 1º Suplemento, Série I de 2020-03-26


 

Como devem proceder os agentes culturais no caso de não ser possível reagendar o espetáculo?

Caso o espetáculo não possa ser reagendado o mesmo deve ser cancelado.

O cancelamento do espetáculo deve ser comunicado pelos agentes culturais, devendo para o efeito ser indicado:

  • o local, físico e eletrónico; e,
  • o modo e o prazo de restituição do preço dos bilhetes de ingresso já adquiridos pelo consumidor final.

O cancelamento do espetáculo dá lugar à restituição do preço dos bilhetes de ingresso já vendidos, o qual deve ocorrer no prazo máximo de 60 dias úteis após o anúncio do cancelamento.

Mais informações aqui: Decreto-Lei n.º 10-I/2020 – Diário da República n.º 61/2020, 1º Suplemento, Série I de 2020-03-261


 

O consumidor final pode optar pela substituição do bilhete do espetáculo por outro espetáculo diferente? Esta substituição é obrigatória?

A pedido do consumidor final os agentes culturais podem, se assim entenderem, proceder à substituição do bilhete do espetáculo por outro espetáculo diferente, ajustando-se o preço devido, nas seguintes situações:

  • mesmo que o espetáculo seja reagendado;
  • quando a alteração do local do espetáculo implique uma alteração da cidade, área metropolitana ou se situe num raio superior a 50km relativamente à localização inicialmente prevista para a realização do espetáculo;
  • quando não seja possível reagendar o espetáculo e o mesmo seja cancelado.

Mais informações aqui: Decreto-Lei n.º 10-I/2020 – Diário da República n.º 61/2020, 1º Suplemento, Série I de 2020-03-261


 

As entidades que vendem os bilhetes para os espetáculos podem cobrar comissões aos agentes culturais pelos espetáculos não realizados?

Não, é proibida a cobrança de comissões pelas entidades que vendem os bilhetes aos agentes culturais pelos espetáculos não realizados.

Não, caso o espetáculo seja reagendado, os proprietários ou entidades exploradoras de instalações, estabelecimentos e recintos de espetáculos, não podem cobrar qualquer valor suplementar ao promotor do evento.

Quando o espetáculo não possa ser reagendado e tenha de ser cancelado, o valor pago pela reserva da sala ou recinto deve:

  • ser devolvido ao promotor do evento no prazo de 90 dias úteis após o término do estado de emergência; ou,
  • por acordo entre as partes, o valor pago pela sala ou recinto pode ser utilizado para a realização de outro espetáculo.

Mais informações aqui: Decreto-Lei n.º 10-I/2020 – Diário da República n.º 61/2020, 1º Suplemento, Série I de 2020-03-261


 

Quais os mecanismos de contratação pública disponíveis para as entidades públicas promotoras de espetáculos em caso de reagendamento ou cancelamento dos espetáculos?

As entidades públicas devem, sempre que possível reagendar os espetáculos no prazo máximo de 1 ano ou no prazo de 2 anos, caso sejam de entrada livre.

As entidades públicas devem garantir a conclusão dos procedimentos de formação de contratos públicos para os quais já tenha sido emitida a decisão de contratar e envio de convite à apresentação de propostas, nos casos de programação já anunciada, mas ainda não contratualizada.

No caso de cancelamento ou reagendamento, os pagamentos devem ser realizados nos prazos contratualmente estipulados ou, o mais tardar, na data que se encontrava inicialmente agendado o espetáculo, no montante mínimo de 50 % do preço contratual, sem prejuízo de eventual alteração do contrato com vista à nova calendarização do espetáculo e pagamentos subsequentes.

Em caso de reagendamento dos espetáculos as entidades públicas promotoras podem utilizar os regimes de adiantamento do preço, revisão de preços e ainda do regime dos bens, serviços ou trabalhos complementares.

Em caso de cancelamento podem a entidades públicas promotoras proceder ao pagamento dos compromissos assumidos e efetivamente realizados, na respetiva proporção.

Mais informações aqui: Decreto-Lei n.º 10-I/2020 – Diário da República n.º 61/2020, 1º Suplemento, Série I de 2020-03-261

Lei n.º 7/2020 – Diário da República n.º 71-A/2020, Série I de 2020-04-10


 

O que devem fazer os intermediários quando recebam valores pagos por entidades públicas?

Sempre que os pagamentos pelas entidades públicas sejam efetuados a agentes, produtores e companhias de espetáculo ou a quaisquer outros intermediários, devem estes, no prazo de 10 dias úteis, após receberem o pagamento, proceder ao pagamento proporcional e equitativo aos trabalhadores envolvidos nos eventos respetivos, designadamente autores, artistas, técnicos e outros profissionais e empresas que tenham sido contratados para o espetáculo em questão, sem prejuízo da cobrança proporcional de comissões que lhes sejam devidas.

Caso o espetáculo em causa seja reagendado, os pagamentos são considerados sinal e princípio de pagamento da prestação a efetuar na data para a qual o espetáculo vier a ser reagendado.

Mais informações aqui: Decreto-Lei n.º 10-I/2020 – Diário da República n.º 61/2020, 1º Suplemento, Série I de 2020-03-261

Lei n.º 7/2020 – Diário da República n.º 71-A/2020, Série I de 2020-04-1

 

13/03/2020

Encerramento do Serviço de Atendimento ao público presencial

Atendendo às recomendações das autoridades de Saúde e à necessidade de evitar ao máximo qualquer tipo de risco de contágio e propagação do COVID-19, devem ser privilegiados os meios digitais eletrónicos. Neste sentido, fica determinado o encerramento do Serviço de Atendimento ao público presencial, devendo ser utilizados os meios referidos. Para esta finalidade, os contactos de email são os seguintes:

igacgeral@igac.pt - Destina-se a questões de âmbito geral e à resposta a pedidos de informação:

  • Pedidos de informação ou esclarecimentos gerais relativos à atividade da IGAC;
  • Reclamações relativas à atividade da IGAC;
  • Sugestões.

suporteweb@igac.pt - Suporte técnico aos serviços online. Apenas dirigido aos utlizadores dos serviços online do portal da IGAC.

- igacautores@igac.pt - Destina-se a esclarecer questões relacionadas com o processo de registo de obra:

  • Gestão de processos;
  • Resposta a questões colocadas pelos clientes, já no âmbito de um processo.

igacespetaculos@igac.pt - Destina-se a gerir e acompanhar os processos de licenciamento de espetáculos de natureza artística, licenciamento, classificação e autenticação de videogramas e de videojogos:

  • Pedidos de licenciamento de espetáculos (teatro, cinema, festivais, ciclos de cinema, exibições públicas de DVDs);
  • Pedidos de licenciamento, classificação e autenticação de videogramas e de videojogos;
  • O processo de classificação de videogramas e videojogos;
  • O processo de emissão de etiquetas de autenticação (selos) para primeiros pedidos e reforços;
  • Pedido de número de registo provisório de videogramas e de videojogos (não substitui o serviço de "Aprovação de Títulos - Cinema e Videogramas",  quando solicitada à IGAC a respetiva classificação);
  • Resposta a questões colocadas pelos clientes, já no âmbito de um processo;
  • Dúvidas relativas a estas áreas.

segundo_pedido@igac.pt - Destina-se apenas à receção dos pedidos de reforços de emissão de etiquetas de autenticação (selos).

atendimento@igac.pt - Destina-se à receção de informação complementar à entrada de processos através do atendimento presencial, bem como à receção de requerimentos de registo e classificação de videogramas.

Relativamente aos processos que não se encontram disponíveis em formato online, deverão os mesmos, em função da matéria em questão, ser enviados por e-mail para os endereços supra mencionados.

 

10/03/2020

Funcionamento de Recintos e Realização de Espetáculos de Natureza Artística

Na sequência do elevado número de pedidos de parecer sobre o funcionamento de recintos e realização de espetáculos de natureza artística, por força do COVID 19, informa-se:

A Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC) está a acompanhar os acontecimentos relacionados com a epidemia provocada pelo COVID 19 e acompanha, em especial, as orientações/recomendações produzidas pela Direção-Geral de Saúde (DGS), entidade que coordena e acompanha a evolução desta matéria.

Para esclarecimento de dúvidas relativas à organização de eventos de massas, a DGS criou um endereço eletrónico específico: eventosmassas@dgs.min-saude.pt

Nesta medida, todas as questões relacionadas com a possibilidade de realização de espetáculos devem ser remetidas para o endereço eletrónico indicado.

No que respeita às obrigações dos promotores de espetáculos de natureza artística resultantes de cancelamentos ou de adiamentos de espetáculos, esclarece-se:

Em conformidade com o previsto na alínea a) do n.º 1 do artigo n.º 9.º do Decreto-Lei n.º 23/2014, de 14 de fevereiro, alterado pelo Decreto -Lei n.º 90/2019, de 5 de julho, o promotor do espetáculo constitui-se na obrigação de restituir aos espetadores a importância correspondente ao preço dos bilhetes na situação de não realização do espetáculo no local, data e hora marcados.


Os motivos de força maior só afastam a obrigatoriedade de restituição quando estivermos perante uma situação de interrupção do espetáculo, ou seja quando o mesmo se tenha iniciado (alínea c) do n.º 1 e n.º 2 do mesmo artigo).

Assim, deve concluir-se que à luz do enquadramento legal vigente o cancelamento de espetáculos de natureza artística, independentemente do motivo, impõe a devolução da importância correspondente ao preço do bilhete.

Nas situações em que ocorra o adiamento da realização do espetáculo, com proposta de nova data, mantém-se a obrigação de restituição do montante do bilhete aos espetadores que não aceitem a alteração.

Quanto à situação dos espetadores que não possam assistir a espetáculos em virtude de situação de impedimento clínico (doença ou quarentena), as regras vigentes não obrigam os promotores à devolução do valor do preço do bilhete.

Sugere-se, no entanto, que nestas situações sejam consultadas as condições gerais e específicas de venda de bilhetes para o espetáculo.

Por último, informa-se que a IGAC atualizará toda a informação à medida que novas orientações/recomendações forem sendo produzidas.

ATUALIZAÇÃO:

 - ORIENTAÇÃO DGS Nº 007/2020

 

06/03/2020

Plano de Contingência COVID-19 do Palácio Foz

O presente Plano de Contingência COVID-19 abrange todas as entidades sediadas no Palácio Foz e pretende descrever as medidas a serem adotadas, procurando evitar roturas de funcionamento ou uma paralisação passível de gerar efeitos negativos. O Plano pretende ainda antecipar e gerir o impacto de um eventual cenário de epidemia/pandemia pelo novo coronavírus nos colaboradores e na organização, visando
preparar uma resposta operacional para minimizar as condições de propagação do vírus e manter os serviços essenciais em funcionamento.
Para o efeito, é seguida a orientação n.o 006/2020, de 26/02/2020, da DGS que faz parte
integrante do presente Plano de Contingência.

Plano de Contingência COVID-19 - Palácio Foz